sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Acaso x Destino


Definitivamente o destino não é sensato. Nem acho que o deva ser. Que graça teria se o fosse? Mas para alguns, destino nem existe, porque se existisse implicaria a morte do acaso.

Penso que sempre haverá em nossas vidas essa dualidade acaso x destino. Mas por que resolvi falar nisso? Ah, sei lá... Coisa de quem não tem o que fazer num feriado de sexta-feira à noite.

Falar sobre isso é tão instigador, põe o raciocínio em alerta, abre aquele campo do nosso cérebro que trata das subjetividades. Isso nos faz pensar no quão é precária nossa existência, e no quanto ficamos a mercê do destino, ou seria do acaso?

Estou em casa agora, meio que sentada, meio que deitada na minha cama, sentindo-me segura, refletindo sobre a vida... O que poderia me acontecer neste momento? Como o acaso ou o destino poderiam me surpreender num momento tão inerte?

Que conversa! Mas a verdade é que basta uma mudança nos planos, basta um quezinho do destino (ou seria do acaso?), e tudo poderia mudar como num passe de mágica. E quantas vidas são surpreendidas todos os dias? Por alegrias, por tristezas, por ganhos e por perdas. Obra do acaso ou do destino, obra de Deus, obra da vida!


E você? No que acredita?

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mudanças de ideias


É impressionante nossa capacidade de mudarmos de ideia. Que o ser humano é mutável não resta dúvidas. Mas hoje, surpreende-me a velocidade como o processo se dá.

Não é ruim mudar o rumo, trocar o foco. Ao contrário, acho até fundamental essa maleabilidade, essa capacidade que temos de nos adaptarmos às diferentes situações e às diversas realidades que se apresentam.

O ruim é quando tais mudanças não sofrem a maturação necessária. Sabe quando o vinho tem tudo para ser bom, mas a pressa faz com que a garrafa seja aberta antes do prazo? Pois é, ao invés de saborear a melhor safra, você irá saborear o medíocre. O mesmo ocorre com os pensamentos. Eles podem vir a se tornar excelentes ideias, mas a pressa, sempre inimiga da perfeição e companheira da opressão impede que o processo chegue ao fim.

Saudade do que não vivi, ou melhor, vivi sim, pelo menos um pouco. Grandes momentos em que parávamos e ouvíamos a voz da experiência. Não que ela fosse infalível, não é. Mas ao menos não considerávamos perda de tempo ouvi-la, e se a achássemos errada ao menos questionávamos. E não é esse o objetivo da transmissão de conhecimento? Formar cidadãos críticos?

Tornamo-nos uma geração volúvel, aquela que não ouve, ou pouco ouve, e se deixa levar ao sabor das ondas. Camarão que dorme a onda leva. Ô se leva!
Ainda assim, considero as mudanças válidas, pois sempre temi a síndrome de “Gabriela” (Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim...).  Ser maleável evita preconceitos e velhas filosofias rotas, carentes de reformulação.


O que nos falta é aprendermos a ponderar, a conviver melhor com os extremismos, com as urgências do mundo moderno que nos faz travar uma luta desleal entre presente e passado, que com certeza afetará nosso futuro. E você o que acha?